Fátima Sousa alerta que cortes na UnB comprometem a educação, a saúde pública e o futuro do Distrito Federal

Texto: Priscila Ferreira

A Professora da UnB e sanitarista defende o fortalecimento do financiamento das universidades públicas e afirma que investir em educação é investir na saúde, na ciência e no desenvolvimento do paísicione o texto do seu título aqui

BRASÍLIA, 27 DE JULHO DE 2026 – Os novos alertas da Universidade de Brasília (UnB) sobre o risco de restrições orçamentárias reacendem um debate que diz respeito a toda a sociedade brasileira: a necessidade de garantir financiamento público estável e suficiente para a educação. Para a professora e sanitarista Fátima Sousa, reduzir os investimentos nas universidades públicas compromete a formação de profissionais, enfraquece a pesquisa científica, limita a inovação e afeta diretamente a qualidade dos serviços prestados à população, especialmente na saúde.

Enfermeira, professora licenciada da UnB, ex-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde e ex-superintendente do Hospital Universitário de Brasília (HuB), Fátima afirma que a universidade pública é um dos maiores patrimônios do país e não pode ser tratada como despesa a ser reduzida em momentos de ajuste fiscal.

“Cortar recursos da universidade pública não significa apenas reduzir uma rubrica do orçamento. Significa comprometer a formação dos profissionais que cuidarão da nossa população, interromper pesquisas que salvam vidas, limitar a produção de conhecimento e enfraquecer políticas públicas essenciais. Quem perde é toda a sociedade.”
Fátima Sousa
Sanitarista e Professora

Segundo a professora, a UnB exerce um papel estratégico para o Distrito Federal e para o Brasil. Além de formar milhares de profissionais nas mais diversas áreas, a instituição desenvolve pesquisas de referência, promove inovação, realiza projetos de extensão e mantém uma relação permanente com a comunidade, contribuindo para o desenvolvimento social, científico e econômico.

“A universidade pública transforma vidas. Ela forma profissionais, produz ciência, desenvolve tecnologia, fortalece a democracia e amplia as oportunidades para milhares de jovens. Defender a UnB é defender o futuro do Distrito Federal e do Brasil.”

Fátima ressalta que essa relação torna-se ainda mais evidente no Hospital Universitário de Brasília, onde ensino, pesquisa, inovação e assistência caminham juntos. Para ela, o HuB demonstra que cada investimento realizado na educação superior retorna à sociedade na forma de melhor atendimento à população, formação qualificada de profissionais e produção de soluções para os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na avaliação da professora, educação, ciência, tecnologia e saúde são políticas públicas inseparáveis. Por isso, considera fundamental que o Congresso Nacional assegure recursos capazes de garantir o funcionamento pleno das universidades federais e rejeite qualquer iniciativa que fragilize seu financiamento.

“Não existe país desenvolvido sem investimento contínuo em educação. Não existe ciência forte sem universidades fortes. Não existe SUS de qualidade sem profissionais bem formados. Cortar recursos da educação é comprometer o presente e retirar oportunidades das futuras gerações.”

Fátima defende que ampliar os investimentos públicos em educação superior deve ser entendido como uma estratégia nacional de desenvolvimento. Para ela, fortalecer as universidades federais significa impulsionar a inovação, promover inclusão social, formar profissionais altamente qualificados e ampliar a capacidade do Estado de responder aos grandes desafios do país.

“Passei minha vida defendendo o SUS, a universidade pública e a ciência. Sei, por experiência, que investir em educação é investir na vida, na dignidade das pessoas e no futuro do Brasil. O orçamento da educação deve ser protegido e fortalecido, nunca reduzido. Defender a UnB é defender um patrimônio público que pertence a toda a sociedade.”

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