Mulheres que abrem caminho: Fátima Sousa propõe coragem e sensibilidade técnica para enfrentar as dores do DF

Pré-candidata a deputada federal destaca que o preparo técnico das mulheres e o compromisso com os territórios são as chaves para renovar a política local

BRASÍLIA, 17 DE JULHO DE 2026 – Às vésperas do início das convenções partidárias para as Eleições 2026, o debate sobre o papel da mulher nos espaços de poder ganha uma força inédita no Distrito Federal. Para a professora, gestora pública e ex-superintendente do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Fátima Sousa, a representação feminina no Congresso Nacional precisa ir muito além do discurso: deve se traduzir em capacidade real de resolver as crises estruturais que afetam o cotidiano das famílias, especialmente nas regiões administrativas.

A defesa de uma política feita com sensibilidade e rigor técnico ganha um respaldo essencial neste mês, com as ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltadas à aplicação da legislação eleitoral para candidatas e ao combate à violência política de gênero. Fátima Sousa, reconhecida por sua reputação e coerência, aponta que a verdadeira ocupação dos espaços pelas mulheres é a chave para tirar o DF do cenário de abandono social.

A violência política tenta nos calar porque o sistema tradicional tem medo de mulheres preparadas, que conhecem a realidade de perto. Nós não pedimos licença para entrar na política; entramos porque não aceitamos ver as chefes de família sofrendo sem ter onde deixar seus filhos, ou trabalhadoras enfrentando um transporte público precário e humilhante todos os dias. O cuidado humano, aliado à competência de gestão, é o que vai transformar o DF.
Fátima Sousa
Sanitarista e Professora
O cuidado com a Educação Infantil é uma questão emergencial

O olhar de uma educadora, cientista e gestora

Com uma trajetória marcada pela metodologia da escuta ativa, Fátima Sousa tem percorrido territórios fundamentais do DF – como Ceilândia, Sobradinho, Taguatinga e Gama – para dialogar diretamente com lideranças comunitárias, jovens e movimentos sociais. O diagnóstico dessas andanças revela dores profundas na capital que vão muito além dos hospitais, exigindo uma atuação firme no plano federal.

Entre os problemas mais urgentes identificados por Fátima está a emergência na educação infantil. A fila de espera por creches no DF, que acumulou mais de 4.500 crianças em 2025, evidencia um grave abandono da primeira infância, penalizando diretamente as mulheres trabalhadoras que precisam sustentar seus lares. A essa crise somam-se a falta de saneamento básico, a insegurança nos territórios e o sofrimento diário com a mobilidade urbana precária, que impõe sobrecarga e rigidez aos trabalhadores cotidianamente.

“Como professora titular da Universidade de Brasília (UnB) e defensora dos direitos sociais, sei que a educação e a saúde andam juntas. Garantir vagas em creches é dar dignidade à infância e autonomia para a mulher que trabalha. Levar saneamento e transporte de qualidade é garantir cidadania e saúde preventiva na ponta”, defende a pré-candidata.

Compromisso e ação nos territórios

O plano de ação de Fátima Sousa para os próximos meses prevê a consolidação de uma agenda física constante nos territórios, fortalecendo alianças com trabalhadores e parceiros estratégicos para ouvir demandas e apresentar soluções viáveis.

Em um cenário eleitoral que exige consistência, a postulação de Fátima Sousa à Câmara dos Deputados consolida-se como uma resposta altiva para o eleitorado que busca representatividade ética. Ela une a força da mulher que tem o selo de aprovação da ciência, a experiência de quem já geriu grandes estruturas públicas com excelência e a sensibilidade de quem coloca a vida e a dignidade das pessoas em primeiro lugar.

Texto: Priscila Ferreira

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